Top 10 de 1999

26/07/2014

OS DEZ MAIS DA F1 EM 1999
Apesar de não ter participado de todos os 16 GPs, o piloto alemão ainda é o mais habilidoso:
Se havia alguma dúvida sobre a posição que Michael Schumacher deveria ocupar na lista dos dez melhores da temporada, sua antológica apresentação no GP da Malásia serviu para esclarecer a questão. Mesmo afastado das pistas por três meses, em virtude do seu acidente no GP da Inglaterra, o alemão deixou claro que está acima da concorrência: nem a marcante regularidade demonstrada por Heinz-Harald Frentzen e Eddie Irvine ou a velocidade pura de Mika Hakkinen em seus melhores dias bastaram para fazer sombra a Schumacher. O futuro companheiro de equipe de Rubens Barrichello é o melhor incentivo para o brasileiro se dedicar ainda mais após sua melhor temporada na F1.
10. JOHNNY HERBERT
Quem acompanhou de perto o trabalho da equipe Stewart este ano sabe muito bem que a vitória de Johnny Herbert em Nurburgring foi um prêmio mais do que merecido. Além de um companheiro de equipe rápido e motivado, Herbert teve uma temporada cheia de problemas: sofreu um acidente nos testes de inverno e a maioria dos problemas mecânicos da equipe envolveu o seu carro. Quando as coisas deram certo, ele estava na pista em condições de aproveitar a ocasião e conquistar sua terceira vitória na F1.
9. GIANCARLO FISICHELLA
Ultimo italiano a despontar como a melhor promessa nacional desde Alberto Ascari, Giancarlo Fisichella começou o ano com um bom quarto lugar em Melbourne. Daí para a frente colecionou uma série de desistências por problemas mecânicos ou saídas de pista que reforçaram a pouca competitividade do Benetton B-199, além da falta de coordenação de sua equipe. O fato que Fisichella marcou 13 pontos contra apenas três do seu companheiro de equipe, o rápido Alexander Würz, justifica sua presença nesta lista.
8. DAVID COULTHARD
Duas vitórias com um McLaren-Mercedes é um resultado apenas normal, mesmo em uma temporada onde seis pilotos ganharam corridas. Por isso mesmo, Coulthard não figura mais alto nesta lista. Sua permanência na McLaren reflete que ele tem qualidades - poucos na F1 atual são tão simpáticos e aproveitam tão bem qualquer oportunidade de fazer RP -, mas também que indica há poucos pilotos bons o suficiente para impressionar o exigente Ron Dennis. Sorte de quem está começando a brilhar.
7. JACQUES VILLENEUVE
Incluir um piloto que não marcou pontos entre os dez melhores da temporada soa estranho, mas fazer o que Jacques Villeneuve fez a bordo de um nada competitivo e pouco confiável BAR-01 justifica tal inclusão. O campeão mundial de 97 certamente não esperava que as coisas saíssem tão mal quando aceitou o desafio de recomeçar sua carreira mas nem uma asa traseira que escapou em plena reta de Melbourne ou uma tremenda saída de pista em Eau Rouge, a curva mais espetacular da F1, esmoreceram seu empenho.
6. RUBENS BARRICHELLO
1999 foi, de longe, o melhor ano de Rubens Barrichello desde que estreou na F1 no GP da África do Sul de 1993. Rubinho liderou várias corridas, largou uma vez da pole e subiu ao pódio nada menos que em três oportunidades com uma equipe que disputava sua terceira temporada. Ironicamente, foi Johnny Herbert quem conseguiu a primeira vitória da Stewart, em Nurburgring, no GP da Europa, na qual o brasileiro ficou em terceiro, atrás do mesmo Jarno Trulli que o afastou do GP do Canadá logo na largada.
5. RALF SCHUMACHER
Mais do que qualquer outra coisa, Ralf Schumacher justifica sua posição como quinto melhor da temporada por ter cortado o cordão umbilical que o mantinha à sombra do irmão Michael. O fato de ter conseguido essa proeza a bordo de um nada competitivo Williams-Supertec valoriza ainda mais seu retrospecto de 99, quando foi o único responsável pelos pontos da Williams. Além de ter liderado em Nurburgring, Ralf brilhou em Monza, onde foi segundo e fez a volta mais rápida da corrida.
4. HEINZ-HARALD FRENTZEN
Um dos pilotos mas regulares da temporada, Heinz-Harald Frentzen viveu este ano seus dias de Fenix, ao renascer das cinzas que o cobriram após duas temporadas de Williams. Frentzen venceu duas corridas, cometeu muito menos erros que Hakkinen ou Irvine e só mesmo problemas mecânicos como o freio a disco que explodiu no final do GP do Canadá ou a falha elétrica quando liderava o da Europa - evitaram que ele entrasse na luta direta pelo título, de onde só foi excluído na penúltima corrida da temporada.
3. EDDIE IRVINE
Contratado como segundo piloto da Ferrari, Eddie Irvine ganhou e conquistou espaço dentro da Scuderia, tanto pelas circunstâncias quanto por seus méritos. Poucos na categoria tiram melhor proveito da situação do que este irlandês, que venceu quatro corridas e lutou até o fim por um título que insiste em evitar a Ferrari. Mais do que isso: ao sentir que não poderia crescer mais na organização de Maranello, aceitou uma oferta milionária da Jaguar, onde terá mais apoio do que jamais recebeu de Jean Todt. Seu ponto forte, porém, segue sendo a capacidade de curtir a vida, como o último playboy da F1.
2. MIKA HAKKINEN
A temporada 99 de Mika Hakkinen foi marcada por dois aspectos: a baixa resistência mecânica do seu equipamento e seus próprios erros de pilotagem. Hakkinen abandonou quando liderava sozinho os GPs de San Marino e da Itália e no da Europa não se impôs à estratégia de sua equipe. Não bastasse isso, o finlandês ainda teve que lutar contra seu próprio companheiro de equipe, que o jogou fora da pista na Áustria e não facilitou sua vida na Bélgica. Após chorar em Monza só lhe restou discutir em público com Coulthard. Sua recuperação quando tudo parecia perdido, porém, foi incrível.
1. MICHAEL SCHUMACHER
O alemão começou o ano com um discreto sétimo lugar em Melbourne, mas em Imola já estava liderando o campeonato. Pode-se dizer que seu único erro em toda a temporada foi quando bateu enquanto era o líder do GP do Canadá. A demora em voltar à ativa após o acidente de Silverstone também não foi algo louvável. De qualquer forma, nenhum piloto da atualidade está mais próximo da perfeição: seu preparo físico, sua facilidade de adaptar-se às mudanças de clima e da pista e a dedicação absoluta estão acima de qualquer suspeita.

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