Piquet critica ultrapassagens artificiais e F1: "é uma m..."

06/11/2014


Sempre polêmico, Nelson Piquet mantém a língua afiada. Mesmo longe das pistas. Nesta quinta-feira, o tricampeão mundial de Fórmula 1 não poupou críticas ao atual regulamento da categoria por promover, de forma artificial, ultrapassagens como forma de dar mais espetáculo ao público.

Aos 62 anos, Piquet passou nesta tarde em Interlagos para acompanhar o filho Pedro, de apenas 16. O pupilo foi campeão nesta temporada da Fórmula 3 Brasil e estará no final do semana do Grande Prêmio do Brasil de F1 para correr na Porsche Challenge. "Tivemos esse convite e ele não só andou bem no teste, como gostou. Não tem muito a ver com o desenvolvimento, mas vai ser bom estar nesse ambiente (de F1)", disparou o tricampeão mundial de F1 em 1981, 83 e 87.

Por causa da queda de audiência ao redor do mundo e das corridas sem emoção, a F1 já adota há algumas temporadas o DRS em alguns setores da pista. O piloto que está a menos de 1s do rival pode pressionar o dispositivo que abre mais as asas para ganhar velocidade e fazer a ultrapassagem.

No entanto, o artifício é criticado pelos mais saudosistas e pelo próprio Piquet. Uma das ultrapassagens mais bonitas da história da F1 foi feita por ele, ainda correndo pela Williams, em cima da Lotus de Ayrton Senna no GP da Hungria de 1986.

"Não acho muito legal. O pessoal pensa em ‘vamos fazer uma corrida para o público’, então o cara está 10s atrás, abre a asa e passa. Ultrapassagem e nada é a mesma coisa. Ultrapassar naquela época era tão mais bacana. Você programava, media uma distância do cara, acertava, entrava no vácuo, saia do vácuo e passava o cara. Tinha toda uma técnica de ultrapassagem", comentou.

"Ficou tudo muito confuso. Para mim é uma m... do jeito está. Não queria correr nessa F1", completou. De acordo com Piquet, outro grave problema na categoria é o fornecimento de pneus ser monomarca. Atualmente, apenas a Pirelli é a responsável pelos compostos, após a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) ter considerado na última década que a guerra entre Bridgestone e Michellin elevava muito os custos das equipes.


Piquet disputou 204 Grandes Prêmios entre 1978 e 1991, conquistando 23 vitórias e 24 pole positions. Por sua vez, o filho Nelsinho correu pela Renault entre 2008 e 2009, mas deixou a categoria sem deixar a saudades, além de ter se envolvido em uma batida proposital no GP de Cingapura de 2008 a pedido do chefe de equipe, Flavio Briatore.

fonte: terra.com.br

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